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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Cientistas descobrem rio de 6 mil km debaixo do Amazonas


Cientistas descobrem rio de 6 mil km debaixo do Amazonas

O Brasil reúne em seu território 20% da água doce de todo o planeta, mas, aparentemente, esse número pode ser ainda maior. De acordo com a agência Estado, Pesquisadores do Observatório Nacional (ON) encontraram evidências de um rio subterrâneo de 6 mil quilômetros de extensão, que corre embaixo do Rio Amazonas, a uma profundidade de 4 mil metros.
Os dois cursos de água ainda têm o mesmo sentido de fluxo, ou seja, de oeste para leste, mas suas características são bem diferentes.
A descoberta foi possível graças a informações fornecidas pela Petrobrás, durante operação de busca de petróleo. Através dos dados, os cientistas Valiya Hamza, da Coordenação de Geofísica do Observatório Nacional, e a professora Elizabeth Tavares Pimentel, da Universidade Federal do Amazonas, identificaram a movimentação de águas subterrâneas em profundidades de até 4 mil metros.
O caso foi aprofundado no doutorado da professora Elizabeth, sob orientação de Hamza. O trabalho foi apresentado na semana passada, no 12º Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Geofísica, no Rio de Janeiro.
Em homenagem ao orientador, um pesquisador indiano que vive no Brasil desde 1974, os cientistas batizaram o fluxo subterrâneo de Rio Hamza.
O fluxo subterrâneo tem apenas 2% do volume do Rio Amazonas, mas possui vazão maior que a do Rio São Francisco, que corta Minas e o Nordeste e beneficia 13 milhões de pessoas. A largura do rio Hamza varia de 200 a 400 quilômetros, mas suas águas correm muito letamente, porque não há um túnel por onde possan escoar livremente. Aos poucos, elas vencem a resistência de sedimentos que atuam como uma gigantesca esponja: o líquido caminha pelos poros da rocha rumo ao mar.
Interessante recordar que, há dois anos, cientistas italianos descobriram um rio subterrâneo que corre embaixo de Roma, mais extenso que o Tibre - o terceiro maior da Itália, com 392 quilômetros. Assim como o brasileiro, o rio subterrâneo italiano foi encontrado graças a dados de perfuração de poços de petróleo.
No Brasil, outra reserva de água subterrânea é o Aquífero Guarani, com 45 milhões de litros. A maior parte fica no Brasil, mas ele também se estende no Paraguai, Uruguai e Argentina. (ED)
Rádio Vaticano - 25/08/2011
 
   O Brasil reúne em seu território 20% da água doce de todo o planeta, mas, aparentemente, esse número pode ser ainda maior. De acordo com a agência Estado, Pesquisadores do Observatório Nacional (ON) encontraram evidências de um rio subterrâneo de 6 mil quilômetros de extensão, que corre embaixo do Rio Amazonas, a uma profundidade de 4 mil metros.
   Os dois cursos de água ainda têm o mesmo sentido de fluxo, ou seja, de oeste para leste, mas suas características são bem diferentes.
   A descoberta foi possível graças a informações fornecidas pela Petrobrás, durante operação de busca de petróleo. Através dos dados, os cientistas Valiya Hamza, da Coordenação de Geofísica do Observatório Nacional, e a professora Elizabeth Tavares Pimentel, da Universidade Federal do Amazonas, identificaram a movimentação de águas subterrâneas em profundidades de até 4 mil metros.
   O caso foi aprofundado no doutorado da professora Elizabeth, sob orientação de Hamza. O trabalho foi apresentado na semana passada, no 12º Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Geofísica, no Rio de Janeiro.
    Em homenagem ao orientador, um pesquisador indiano que vive no Brasil desde 1974, os cientistas batizaram o fluxo subterrâneo de Rio Hamza.
O fluxo subterrâneo tem apenas 2% do volume do Rio Amazonas, mas possui vazão maior que a do Rio São Francisco, que corta Minas e o Nordeste e beneficia 13 milhões de pessoas. A largura do rio Hamza varia de 200 a 400 quilômetros, mas suas águas correm muito letamente, porque não há um túnel por onde possan escoar livremente. Aos poucos, elas vencem a resistência de sedimentos que atuam como uma gigantesca esponja: o líquido caminha pelos poros da rocha rumo ao mar.
   Interessante recordar que, há dois anos, cientistas italianos descobriram um rio subterrâneo que corre embaixo de Roma, mais extenso que o Tibre - o terceiro maior da Itália, com 392 quilômetros. Assim como o brasileiro, o rio subterrâneo italiano foi encontrado graças a dados de perfuração de poços de petróleo.
No Brasil, outra reserva de água subterrânea é o Aquífero Guarani, com 45 milhões de litros. A maior parte fica no Brasil, mas ele também se estende no Paraguai, Uruguai e Argentina. (ED)
Rádio Vaticano - 25/08/2011

Furacão Irene

domingo, 21 de agosto de 2011

El Niño X La Niña


El NiÑo
   El Niño é um fenômeno atmosférico-oceânico caracterizado por um aquecimento anormal das águas superficiais no oceano Pacífico Tropical, e que pode afetar o clima regional e global, mudando os padrões de vento a nível mundial, e afetando assim, os regimes de chuva em regiões tropicais e de latitudes médias.
La NiÑa
   La Niña representa um fenômeno oceânico-atmosférico com características opostas ao EL Niño, e que caracteriza-se por um esfriamento anormal nas águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical. Alguns dos impactos de La Niña tendem a ser opostos aos de El Niño, mas nem sempre uma região afetada pelo El Niño apresenta impactos significativos no tempo e clima devido à La Niña.
 
PERSISTEM AS CONDIÇÕES DE NEUTRALIDADE NAS ÁGUAS DO PACÍFICO EQUATORIAL NOS PRÓXIMOS MESES

   Embora ainda seja possível identificar alguns padrões típicos de La Niña nos campos de circulação atmosférica de grande escala, o comportamento das águas do Pacífico Equatorial mostra uma configuração de neutralidade, especialmente nos setores central e oeste deste oceano. Ainda destacam-se as anomalias positivas de TSM na porção leste do Pacífico e o enfraquecimento as anomalias negativas na região da Indonésia. De acordo com a maioria dos modelos de previsão climática, a tendência para o trimestre ASO/2011 é de continuidade das condições de neutralidade em relação ao fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS), ou em outras palavras, não está prevista a atuação de La Niña ou El Niño neste período.

   No Atlântico Tropical, observa-se que as águas do hemisfério norte continuam relativamente mais aquecidas que as do sul, o que contribui para a permanência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) numa posição ao norte. Desta forma, este sistema influencia principalmente o regime de chuva do extremo norte da América do Sul.