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terça-feira, 30 de agosto de 2011

ORIGEM DA FAMÍLIA


Dentre as várias famílias de que descendo, está a Filgueira. Apesar de todos os meus esforços, não consigo com segurança ir além de Francisco Filgueira de Melo, nascido provavelmente em torno de 1770-80, já que um seu filho nasceu em Mossoró-RN em 1803. Ele era natural de Iguatu, na região do Cariri cearense.
O tronco dessa família no Cariri foi o português José Quesado Filgueiras Lima que por lá chegou em meados do sec. XVIII, já casado com a baiana Maria Pereira de Castro. Até agora conheço os seguintes filhos deste casal:
*José Pereira Filgueiras, o famoso caudilho, casado em 25 de março de 1803 com Maria de Castro Caldas;
* Leocádia Pereira de Castro casada com Manuel Cardoso Viana;
* Romão Pereira Filgueiras casado com Joana Martins do Espírito Santo, tronco dos Filgueiras Sampaio do Ceará e Pernambuco (Salgueiro, Serrita etc.);
* Francisca Pereira Filgueiras casada com Inácio dos Santos de Oliveira, tronco dos Oliveira Santos e Lucena;
* Clemência Pereira de Castro casada com José de Araújo Soares.
Não sei se houve outros filhos e desconheço detalhadamente os descendentes destes casais.
Do trabalho monográfico de João Paulo Filgueiras intitulado **Alexandre Parente – Um diletante à sombra dos coronéis**, retiro estas sugestivas informações que parecem indicar uma origem semita para os Filgueiras do Cariri cearense:
"A cultura patriarcal dos Filgueiras Sampaio, clã valente de políticos, fazendeiros e comerciantes tinha tendências poligâmicas e outros costumes dos muçulmanos. Paralelamente, sobreviveram costumes mais delicados de origem matriarcal semelhantes aos dos judeus sefarditas”
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“A família Filgueiras possuí hábitos curiosos. Costumam casar-se entre parentes, a carne em algumas casas é lavada com água fervente para retirar todo o sangue, alguns não gostam de entrar em casas de pessoas de fora da família”
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"Também são muito comuns nomes bíblicos como o do Coronel Jeremias Sá pai de Glicério Parente, e Abraão Correia tio de Dolorosa Filgueiras. Alexandre Parente tinha um primo chamado Nahum, nome judeu".
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“Ana Filgueira, mulher de Aristides e Ana Grangeiro, mulher do major João Parente possuíram cópias do Velho Testamento. Por que senhoras católicas iriam se interessar em possuir apenas a Antiga Aliança de Deus com os Judeus?”
Mais antigo que estes, são, por aqui, os Soares Filgueira, com destaque para Joana Filgueira de Jesus e seu irmão João Soares Filgueira que foi casado com a cristã-nova Joana da Fonseca Rego, cujos pais foram penitenciados pela inquisição, o que leva a idéia de que esses Filgueiras sejam da mesma estirpe. Estes irmãos eram filhos de um Fulano Soares Filgueira e de Antonia Cesar de Andrade, vindos de Pernambuco. Joana deve ter nascido em torno de 1700. Cito a seguir alguns outros indivíduos dessa família para registro.
1. Lourença Filgueira, judia que em 1619 estava em Amsterdã e depois se passou para o Brasil.s.m.n.
2. Manuel Folgueira Valadares, português de Viana, cristão-novo, comerciante na Bahia, procurador de comerciantes israelitas.
3. Gil Lopes Filgueira, "filho de um galego tido por fidalgo", em Pernambuco. Ele e a irmã Isabel Filgueira deixaram descendentes que acredito não seguiram o apelido. Parentes desses eram com certeza os militares Antonio Lopes Filgueira e seu filho Pedro Lopes Filgueira que em torno de 1686, viviam também em Pernambuco.
4. Bartolomeu Filgueira Soares, português, filho de Antonio Filgueira, natural de Viana, no sec. XVII, na Bahia. deixou descendentes de onde é provável venham os desse sobrenome naquele estado.
5. Nicolau Gonçalves Filgueira (as vezes grafado Figueira), não sei precisar a data de sua estada em PE mas deverá ser no sec. XVII. Este foi casado com Ana Bandeira de Melo, c. s. em Porto Calvo.
6. Manuel Dias Filgueira, comerciante na Bahia. Em 1710, pediu sesmaria no Ceará. Tido por José Gonçalves Salvador (pesquisador da história dos cristãos-novos no Brasil) como cristão-novo. Era riquíssimo, traficante de escravos e detinha o estanco do sal. Para mim, deve ter sido o responsável pela vinda dos vários ramos dessa família para o Ceará.
Houve matrimônio entre os dois clãs, o do R. G. do Norte e do Cariri cearense. Joaquina, filha de João Francisco Fernandes Pimenta e de Florência Nunes da Fonseca (filha de João Soares Filgueira e de Joana Nunes da Fonseca) casou com Alexandre Pereira Filgueiras, filho do Capitão Romão Filgueiras e de Maria da Rocha (ver Velhas Famílias do Seridó, de Olavo de Medeiros Filho)
Judeus praticantes desta familia podem ser encontrados nos USA:
  • Sebastian Filgueira, da Park Synagogue (Ohio)
  • Alexondoro G. Filgueira, da Sinagoga Beth Israel (West Hartford, Connecticut)
  • Barbara Rott Manges,Psicóloga, neta de Beryl Rott, filho de Toiba Felgueira Rott , por sua vez filha de Bernardo Felgueira Rott.
Do casamento de João Soares Filgueira com Joana Nunes da Fonseca, nasceram os seguintes filhos: 1.Simão Nunes da Fonseca, 2.Ana Nunes da Fonseca, 3.Florência Nunes da Fonseca (prenomes e sobrenomes que se referem aos ancestrais judaicos de Joana), 4.José Soares Filgueira, 5.Manoel Luis de França, 6.Felícia Maria, 7.João Soares Filgueira, 8.Rita Maria do Espírito Santo, 9.Maria Madalena, 10.Domingos e 11.Cosma Filgueira. Estabeleceram-se pelo Panema, Portalegre, Martins e Açu.
No livro de óbitos da Ribeira do Apodí, registra-se no ano de 1766, o falecimento de Antonia, filha de Manoel Ferreira e de Cosma Filgueira, que julgo seja aquela, filha de João Soares Filgueira.Por hipótese, julgo que o marido se chamava Manoel Ferreira de Melo, dando origem aos Filgueira de Melo de Mossoró.
Abaixo segue a descendência a partir de Francisco Filgueira de Melo.
1.Francisco Filgueira de Melo, natural de Iguatu,CE,nasc ±1780 c.c.Germana de Souza Rocha
2.Manuel Filgueira de Melo c.c.Quitéria de Souza Nogueira
3.Trajano Filgueira de Melo c.c.Luzia Filgueira de Souza
4.Luisa de Souza Filgueira c.c.Tibério Cesar Conrado Burlamaqui
4.Nestor Filgueira Burlamaqui c.c. Iris Ferreira da Silva
5.Marcos Antonio Filgueira c.c. Maria Goretti Medeiros Silva
5.1.Nestor Medeiros Filgueira Burlamaqui
5.2.Aquiles Medeiros Filgueira Burlamaqui
5.3.Tetis Medeiros Filgueira Burlamaqui
5.4.Penélope Medeiros Filgueira Burlamaqui

Fonte: Professor Marcos Filgueira

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Primeira Geração no Brasil de Antônio Fernandes Pimenta e Joana FranKlina do Amor Divino

1. José Fernandes Pimenta: Nascido por volta 1735, em Mamanguape-PB, Casou-se com Josefa Maria da Conceição (Paraibana) e residiram em Riacho do Pimenta, em São Miguel, no Sabe Muito da Freguesia do Apodi e no Engenho Paó, em Brejo de Areia, onde José faleceu em idade avançada. Deixando os seguintes filhos: Antônio Fernandes Pimenta, Antônia Maria de Jesus, Maurício, João Fernandes e Bento Fernandes Pimenta.

2. Tenente Cosme Damião Fernandes: casou-se com Luíza Mendes da Silva, teve os seguintes filhos: Padre João Francisco Fernandes Martins, Francisco Loureço Fernandes Martins, Maria de Jesus Martins e Ana Teresa da Consolação.

3. André José Fernades: casado com Ana Francisca do Sacramento com quem teve uma filha chamada Felícia Fernandes Pimenta. Casou-se novamente com Luíza Maria da Encarnação, Filha de Emanuel da Anunciação e Lira e Ana Filgueira de Jesus (Luiza era irmã de Padre Francisco de brito Guerra, Vigário da Freguesia da Senhora Sant´ana do Seridó (Caicó). Luíza faleceu por volta 1810 e André no ano 1837. O casal teve 3 filhos: Damião Fernandes, Cosme Damião Fernandes e Manoel José Fernandes.

4. Manoel Fernandes Pimenta: casado com Manoela Dorneles de Bittencourt com quem teve os seguintes filhos: Antônio Fernandes Pimenta, Rita, Romana de Jesus Maria, Josefa Maria da Purificação, Cosme Soares Pimenta e Maria de Jesus.

5. João Francisco Fernandes Pimenta: nascido a bordo do navio Dom José, 1760, casou-se com Florência Nunes da Fonseca, filha de Manoel Caneiro de Freitas e Joana Filgueira de Jesus. Residiram em Martins alguns anos; João faleceu no ano 1820, na fazenda Santa Clara em Caicó e sua esposa em novembro 1849 na Fazenda Jatobá em Catolé do Rocha. Deixaram os seguintes filhos: Luiza, Antônio Fernandes Pimenta, João Francisco Fernandes Pimenta, Ana Cândida, José Alexandre Pimenta, Manoel Fernandes Pimenta, Joaquina, Mariana e Maria.

6. Uma Filha: casada com o Capitão-Mor Sebastião Nobre de Almeida. o casal teve um filho: João Fernandes casado com sua prima Luzia (filha de João Francisco Fernandes Pimenta e Florência Nunes da Fonseca).

7. Uma Filha: casada com o irmão do Capitão-Mor Sebastião Nobre de Almeida.

Origem da Família Fernandes em Portugal


   FERNANDES/FERNANDEZ: Nome português/espanhol de origem patronímica, filho de Fernando. Já o nome Fernando, do qual deriva o sobrenome, vem do germânico Frithunanths ("frithu" [paz] + "nanths" [audaz, corajoso]), com o sentido de intrépido na defesa da paz, latinizado em Fredenandus e, posteriormente, em Fernandus.
   Um dos primeiros Fernandes portugueses de que se tem notícia foi Diogo Fernandes, o 3º Conde de Portucale até o ano de 924. Genro de Lucídio Vimaranes, 2º Conde de Portucale (o primeiro havia sido seu pai, Vímara Peres), por seu casamento com Onega Lucides.
Outro antigo possuidor deste sobrenome foi Dom Ero Fernanes. Nascido em Lugo (o antigo povoado romano de Lucus Augusta na Galícia) por volta do ano de 865, foi Conde de Lugo entre 895 e 926. Se casou com Adosinda, com quem teve os seguintes filhos Dom Godizindo Eris Conde de Lugo e D. Teresa Eris (ou Ermesenda Eris), esta última a mãe de Paio Gonçalves Betote e Hermenegildo Gonçalves Betote) .
Ancestrais da Família Thom de Souza:
   Manoel Fernandez - nascido em 1750 na aldeia de Mattos - Freguesia de Vermuil (atual Vermoil-Portugal).
História de Vermuil (Vermoil):
   As ruínas romanas do Outeiro da Calvaria indicam que a região já era habitada há pelo menos 2 milênios. Contudo, sua população foi totalmente expulsa durante o período das invasões dos bérberes muçulmanos. Durante a repovoação, os cristãos responsáveis pela reconquista no século XII, devem ter erguido a atual Igreja Velha naquele período. Ainda na idade medieval foi fundado um hospício na região. Este hospício mais tarde se tornaria o "Hospital das Gafas" entregue aos cuidados dos monges beneditinos pertencentes ao Mosteiro de Agras de Portela (em Vermoim da Maia - Norte de Portugal). A ação dos monges beneditinos na região contribuiu de forma importante para o desenvolvimento da localidade, o que levou a população, reconhecida, a escolher para nome da terra a designação de "Alcamem de Vermoim", em homenagem ao local de origem dos monges beneditinos, Vermoim da Maia. O nome "Vermoim" deve ter origem do vocábulo "Vermudini", que deveria significar, "a quinta de Vermudino". Vermudino era provavelmente o governador romano que morava na tal quinta. No período romano, Vermudini (atual Vermoim da Maia) abrigava um antigo cemitério luso-romano na estrada que ligava uma das mais importantes vias romanas do noroeste ibérico, a que ligava Cale (Porto) a Bracara Augusta (Braga). O nome Vermudini evolui para Vermoim, depois para Vermuil e, por fim, para a designação atual da freguesia: Vermoil.

Fonte: http://www.jf-vermoil.pt

domingo, 21 de agosto de 2011

Origem da Familia Fernandes

   No decorrer da terceira década do século XVIII, vieram para o Brasil, dois irmãos e um primo oriundos da Vila do Faral, no Douro então Reino de Portugal. Um dos irmãos foi para a Bahia, onde deixou descedência. O primo foi para o Ceará e Antônio Fernandes Pimenta (o outro Irmão) veio de portugal casado com Joana Franklina do Amor Divino.  Fixou residencia na cidade de Nossa Senhora das Neves da Paraíba. Antônio dedicou-se ao comércio, sendo muito conhecido nos sertões da Paraíba e Rio Grande do Norte.

   A rivalidade entre brasileiro e portugueses fez com que este se retira-se para Recife com sua familia. A bordo do navio Dom José sua esposa deu a luz a um menino de nome João falecendo pouco depois ( por volta de 1760). Do Recife, onde residiu por alguns anos, Antônio transferiu-se para o Brejo de Areia, na Paraíba, contraindo núpcias com Maria José da Silva. Do Brejo de Areia ele mudou-se para o Panema, (atualmente Campo Grande no RN) adquirindo fazenda de criação de gado de nome Riacho do Pimenta onde faleceu em idade avançada e deixando sete filhos.

Brasão da Familia: